O presidente eleito Joe Biden planeja assinar rapidamente uma série de ordens executivas que tomar posse no dia 20 de janeiro. Ele afirmou que a política dos Estados Unidos mudou e que sua presidência será guiada por prioridades radicalmente diferentes.

Ele voltará a aderir aos acordos climáticos de Paris, de acordo com pessoas próximas a sua campanha e aos compromissos que assumiu nos últimos meses, e reverterá a saída do presidente Trump da Organização Mundial de Saúde.

Biden também vai revogar a proibição de quase todas as viagens imposta por Trump a alguns países de maioria muçulmana e vai restabelecer o programa que permite que "Dreamers", que foram trazidos ilegalmente para o país quando crianças, permaneçam no país.

Embora as transições de poder sempre possam incluir mudanças abruptas, a mudança de Trump para Biden estará entre as mais surpreendentes da história norte-americana.

Os principais conselheiros de Biden passaram meses trabalhando, em silêncio, para descobrir a melhor forma de implementar sua agenda, com centenas de funcionários de transição se preparando para trabalhar em várias agências federais. Eles montaram um livro com seus compromissos de campanha para ajudar a orientar suas primeiras decisões.

Biden planeja criar, nesta segunda-feira (12), uma força-tarefa contra o coronavírus, reconhecendo que a pandemia global será o principal problema que ele deve enfrentar.

A força-tarefa, que pode começar a se reunir em poucos dias, será co-presidida pelo ex-cirurgião geral Vivek H. Murthy e David Kessler, ex-comissário da Food and Drug Administration.